Novembro 02, 2009

Dificuldades para encontrar títulos.

Certeza que a vida nos levará às bifurcações sem delongas. E, talvez essa racionalidade toda é o que me faz parar tanto para olhar as pedras portuguesas do caminho; faz querer ir de carrinho de mão.

Setembro 17, 2009

A estrada deles é feito um lindo percorrer de tentativas sucessivas, mal sucedidas e, por vezes, vãs de chegar-a-você. Alcançar-te as ideias, deitar junto ao teu zelo, ou beijá-lo sob H2O.
Longitudes vorazmente destroçadas em movimentos de rotação e translação. Corriqueiros e esquecidos por eles. E ela, hoje, de EU atento, nunca os achou tão lentos; geram um consumismo, dela, uterino descabido, mas que, nela, se re-faz logo ao nascer do Japão.
E nele, o que nasce e morre, é uma vontade delinquente de furtar-lhe a silhueta, até o fim do grito frio do vento a escorrer do teto. Uma crença recente no poder finito do calendário. Pede-se que tenda ao fim, faça o favor de morrer. E re-nasça em Fevereiro em meio aos gritos quentes do vento, incapaz de mover as areias de Copacabana.
Por vezes até pedem a Deus. Pois "tenha comoção!"; comova-se com o desconforto causado por este rombo em nosso deitar rotineiro.
Deitar recheado de sonhos deliquentes e desejosos por roubar-lhe a silhueta durante todo o percurso dos movimentos lentos que antecipam o fim. Preencha-os ao menos de sonhos e dê jeito nos percalços da estrada.
Comova-se. E trate de preenchê-los, ainda que seja de sonhos.